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Paisagismo e Jardinagem

Rubus fruticosus

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No Brasil, começou a ser cultivada na década de 1970, inicialmente no Rio Grande do Sul, e hoje é amplamente plantada em regiões de clima subtropical e temperado de altitude. É muito parecida com a Rubus rosifolius, amora-do-mato ou amora-branca, originária do Himalaia, Malásia e Indonésia e com frutos menos doces e com o Rubus idaeus, a framboesa vermelha, com sabor doce-ácido delicado, com perfume intenso. Suas raízes são profundas e vigorosas e estabilizam encostas e taludes, evitando deslizamentos. Com forte capacidade de rebrota, o caule é recoberto por espinhos, flexíveis e arqueados e as folhas são compostas e  serrilhadas. Tem flores hermafroditas, reunidas em inflorescências terminais e os frutos surgem em um  aglomerado de drupéolas, pretos e brilhantes quando maduros, com sabor agridoce, consumidos in natura, em sucos, geleias, sendo uma das mais famosas e tradicionais do mundo, ela tem destaque tanto na culinária européia quanto na brasileira, sendo símbolo de sabor intenso e aroma silvestre, também está presente em sorvetes, vinhos, licores e compotas.
 
Pode ser usada como cerca viva defensiva, pela presença de espinhos, sendo que seus ramos formam barreiras naturais muito eficazes contra pessoas e animais, atraindo abelhas e borboletas durante a floração e pássaros durante a frutificação. Seus ramos arqueados criam um aspecto rústico, naturalista, que combina bem com jardins campestres ou “cottage gardens”.
 
Na mitologia celta, a amora simbolizava proteção e renascimento, quem passasse sete vezes por baixo de um arbusto de amora, sem se ferir, estaria livre de doenças e más influências espirituais. O ato simbolizava renascimento, sair “do outro lado” purificado, como um rito de passagem e o suco era usado para tingir tecidos e para fazer vinhos.
 
É reproduzida por estolões ou ramos enraizantes. Os ramos longos e arqueados tocam o solo, e o ponto de contato emite raízes adventícias. Em pouco tempo, forma-se uma nova muda geneticamente idêntica à planta-mãe. Depois, o ramo original pode se romper naturalmente, tornando a nova planta independente.
 

AnemoneProjectors – Peter O’Connor (talk; Flickr), CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

 
O viveiro Frutplan Mudas, em Pelotas, RS, oferece mudas de várias cultivares, como BRS Tupy, Cainguá, Xingu, Ticuna: Amoreira-preta – Frutplan – (53) 3277-7035 – frutplan@frutplan.com.br
 
  • Sinônimos estrangeiros: blackberry, (em inglês); zarzamora, (em espanhol); mûre, ronce, (em francês); brombeerstrauch, (em alemão); rovo rovo comune, (em italiano); jeżyna, (em polonês);  bramen, (em holandês); björnbär, (em sueco);  böğürtlen,  (em turco); yezhevika, (em russo); vatómouro, (em grego); karhunmarja, (em finlandês); 
  • Família: Rosaceae;
  • Características: arbusto perene, semi ereto;
  • Porte: 2 a 3 metros de altura;
  • Fenologia: final do inverno e início da primavera;
  • Cor da flor: branca ou rosada;
  • Cor da folhagem: verde intensa na face superior e mais clara na inferior;
  • Origem: Europa desde o norte da Escandinávia até o sul da Península Ibérica, e do oeste da Rússia até as ilhas britânicas e oeste da Ásia;
  • Clima: subtropical e temperado de altitude;
  • Luminosidade: sol pleno.

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