Ruellia squarrosa
roxinha, ruélia-de-sombra, campainha azul d’água, ruélia rastejante
Apropriada para áreas úmidas de sombra é muito usada como forração debaixo de árvores e em laterais de muros sombreados, formando grandes blocos, rapidamente. As folhas são lanceoladas, com textura um pouco áspera e um brilho lustroso, medindo cerca de 8 a 15 centímetros de comprimento e as flores, com cinco lóbulos em formato de trombeta, atraem borboletas e abelhas. As raízes são superficiais, sendo uma planta ideal para telhados verdes.
O gênero Ruellia recebeu esse nome em homenagem ao médico, botânico, humanista e veterinário francês Jean de la Ruelle, (1474 – 1537), lembrado pela publicação em 1536, em Paris, de seu tratado botânico De Natura Stirpium, um dos mais influentes do período Renascentista.
Como suas flores duram apenas um dia, povos antigos chamavam algumas ruelias de “flor do dia”, “flor que renasce” e “flor da manhã”. Em zonas rurais de Honduras e Nicarágua, existem relatos antigos de que ruélias plantadas na beira de trilhas guardavam viajantes, indicavam caminhos seguros e não deixavam que as assombrações seguissem alguém.
Se reproduz-se com facilidade por divisão de touceiras, sendo a forma mais utilizada e a de 100% de sucesso, separando pedaços com raízes, folhas e caules e replantando em seguida em solo úmido e rico em matéria orgânica.

William Avery, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
- Sinônimos estrangeiros: wild petunia, violet wild petunia, creeping ruellia, purple ruellia, (em inglês); ruélia rastrera, (em espanhol);
- Família: Acanthaceae;
- Características: herbácea perene;
- Porte: 30 a 50 centímetros de altura;
- Fenologia: ano todo, principalmente na primavera e verão;
- Cor da flor: roxa, lilás ou azulada;
- Cor da folhagem: verde escura;
- Origem: América Central, principalmente no sul do México, Panamá e Costa Rica;
- Clima: tropical/subtropical;
- Luminosidade: meia-sombra à sombra total.







