Sinningia leucotricha
rainha-do-abismo, orelha-de-coelho, ciníngia-prateada
Suas folhas são peludas, com textura aveludada; surgem em número pequeno (geralmente 2 a 4 por estação), lembrando orelhas de coelho, daí o nome popular. No final do outono, as folhas murcham e caem naturalmente e as flores tubulares atraem beija-flores e são muito decorativas, surgindo em hastes acima da folhagem. A floração ocorre antes da brotação das folhas novas, o que cria um contraste marcante.

Andy king50, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Sua principal aplicação é em vasos, floreiras e jardineiras, muitas vezes como planta solitária para destacar seu caudex escultural e suas folhas prateadas, sendo ideal para varandas, pátios, estufas e jardins de inverno. Excelente, também, para jardins secos e composições com outras suculentas e cactos, por compartilhar as mesmas exigências de drenagem.
Sua capacidade de “morrer” (ficar completamente seca) durante a dormência e renascer exuberante no final do inverno é frequentemente associada ao renascimento, resiliência e ciclos da vida.
A reprodução é feita por sementes após a floração, colhendo as cápsulas quando secarem e abrirem naturalmente. Elas devem ser espalhadas na superfície, sem cobrir com terra, já que precisam de luz para germinar. A germinação ocorre em 2 a 4 semanas.
- Sinônimos estrangeiros: brazilian edelweiss, brazilian rabbit’s ear, silver sinningia, velvet sinningia, (em inglês); siningia plateada, (em espanhol); oreilles de lapin du Brésil, sinningia argentée, (em francês); brasilianisches alpenveilchen, silberblatt-sinningia, (em alemão). shirubā rīfu shinin’gia, usagi no mimi, (em japonês);
- Família: Gesneriaceae;
- Características: herbácea tuberosa decídua;
- Porte: de 20 e 40 centímetros de altura;
- Fenologia: final do inverno ou início da primavera;
- Cor da flor: alaranjada ou avermelhada;
- Cor da folhagem: prateada;
- Origem: Brasil, endêmica da região Sudeste, especialmente Minas Gerais;
- Clima: subtropical/tropical;
- Luminosidade: meia sombra.







