Poluição da capital paulista aumentaria 75% se o metrô parasse por um ano
De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), se o metrô de São Paulo parar de funcionar por um ano completo, a capital paulista aumenta em 75% a concentração de poluentes, além das mortes causadas por problemas cardiorrespiratórios, que subiriam entre 9% e 14%. Após estes problemas, o município ainda teria que investir US$ 18 bilhões na saúde pública.
Para chegar a estas conclusões, cientistas fizeram comparações no nível de poluição no ar de São Paulo. Esta análise foi realizada em dias normais e em tempos de greve dos metroviários – a primeira em 2003 e a outra em 2006. E ainda, eles avaliaram a quantidade de mortes e calcularam a diminuição da produtividade que os acontecimentos representam.
Carros, motos e caminhões são responsáveis por 90% da poluição atmosférica gerada em São Paulo, segundo dados do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira). Ao levar em conta os deslocamentos realizados na cidade, constatou-se que o transporte individual é responsável por 45% e o público, por 55%.
Os ônibus respondem por 71% na procura pelo transporte de massa, o metrô por 24%, e o trem, apenas por 5%. Os pesquisadores concluíram que três pistas de carro em uma grande avenida, como a Marginal Tietê, é capaz de transportar 5,45 mil pessoas por hora, enquanto uma única pista de ônibus leva até 6,7 mil e, um trilho do metrô, até 60 mil.
Que medidas você tomou ou está disposto a tomar para melhorar esta situação? Conte-nos!
Fontes das imagens: G1







