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Paisagismo e Jardinagem

Importância da flora espontânea dos quintais – décima parte

A acariçoba, rasteirinha que distribui seus descendentes pelo caminho, confunde-se muito com a centelha-asiática, com quem tem aspectos em comum. As duas pertencerem à mesma família (Apiaceaea), possuem usos medicinais (ainda não comprovado, no caso da acariçoba) e têm os hábitos semelhantes.

Acariçoba

É denominada cientificamente por Hydrocotyle umbellata L e recebe outros nomes populares, como, por exemplo, acaricaba, acariroba, barbarosa, erva-do-capitão e parassol.

Apesar do uso medicinal, a acariçoba é considerada uma planta invasora e tóxica, o que faz com que seja utilizada com muito critério, mas recomenda-se que aguardem resultados de pesquisas sobre suas ações farmacológicas.

Popularmente, o suco de suas folhas e do pecíolo é usado na remoção de sardas e de manchas na pele. O suco do rizoma é de uso interno, como anticatártico, antirreumático e aperiente, dentre outras aplicações.

A planta ocorre em todo território brasileiro, tanto em solos secos e nas areia de restingas, quanto em solos pantanosos. Algumas características anatômicas permitem sua sobrevivência em condições adversas, como em dunas ou praias da costa Atlântica, onde é mais frequente.

Sua propagação pode ser feita por sementes, por meio de estacas de seus rizomas ou pelos brotos que nascem ao longo de seu caule. Apresenta flores brancas e muito numerosas, e os seus frutos contém duas sementes.

Há estudos positivos sobre seu potencial ansiolítico e aplicações na cosmética, mas ainda não conclusivos. Algumas comunidades já citavam o uso no caso de depressão. Seu nome já constava na primeira farmacopeia brasileira.

Foto: Wikipédia
Texto: Acadêmica de Bióloga Juliana Ferrari e Eng. Agr. Marcos Roberto Furlan

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