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Paisagismo e Jardinagem

Jardins Botânicos ou Museus naturais

Refúgios de uma Natureza em crise

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Os jardins botânicos diferem de parques comuns em diversos aspectos. Além de oferecerem lazer especializado, mantêm um acervo de plantas ordenadas e classificadas, devidamente registradas e documentadas. A interpretação das informações a respeito de cada vegetal pode atingir até formas lúdicas, ao passar pela análise de sua evolução e utilidade para o homem ou ao ressaltar sua importância para a vida na Terra.

Pela definição da Resolução Conama Nº 339 de 25/09/03: “Jardim Botânico é toda área protegida e constituída, no seu todo ou em parte, por coleções de plantas vivas cientificamente reconhecidas, organizadas, documentadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação do patrimônio florístico do País, acessível ao público, no todo ou em parte, servindo à educação, à cultura, ao lazer e à conservação do meio ambiente.”

Dependendo do tipo de espécies que integram, incluem, ainda, diversas estufas, o que permite o cultivo de espécies provenientes de zonas com características climáticas diferenciadas do local onde se encontram. Na verdade, foi, precisamente por esse motivo que nasceram os primeiros jardins botânicos.

Foi na Itália, em pleno Renascimento, que nasceu o primeiro deles com as características atuais: o Orto Botânico di Pisa, fundado em 1544, e de portas abertas ainda hoje, no seu máximo esplendor!

No Brasil, os jardins botânicos são mais recentes, mas já chegam a perto dos 30 em todo o país. O principal, e também o mais antigo, é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com mais de 6.500 espécies. É a maior biblioteca de botânica brasileira.

Refúgios de uma natureza em crise, os jardins botânicos acolhem 30% da biodiversidade vegetal em todo o mundo, o que contribui para conservar e estudar recursos de grande valor social e econômico, que se encontram cada vez mais ameaçados. Eles cumprem função tripla, como refúgios científicos, como educativos e de lazer.

Alterações climáticas, mudanças no uso da terra e destruição de habitats, são exemplos dos perigos que podem levar à extinção mais de mil espécies animais e vegetais nos próximos 50 anos.

Para a docente do departamento de botânica da Universidade de Coimbra, Ana Cristina Tavares, os jardins botânicos são essenciais na conservação de recursos vivos para o desenvolvimento sustentável. “Os mais de 2.500 jardins botânicos existentes em todo o mundo abrigam mais de 100.000 espécies vivas e preservam outras 250.000 em bancos de sementes”, destaca.

Muitas destas espécies são economicamente importantes e têm um impacto direto na sociedade.

Para quem nunca visitou um jardim botânico, fica a recomendação de que experimente fazer este programa, pois esta, é uma sensação única para a descoberta dos infindáveis encantos do mundo natural: é como visitar um museu vivo.

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2 Comments

  1. Sem dúvida nenhuma é gratificante uma visita a qualquer Jardim Botânico… Tive a oportunidade de conhecer o mais novo deles, o Jardim Botânico Plantarum, que fica em Nova Odessa-SP… Simplesmente maravilhoso…Parabéns a Harri Lorenzi, a quem devemos muito, pela excelência de suas pesquisas botânicas que geraram a maioria dos livros sobre plantas produzidos no país.

    • Renata, realmente está maravilhoso o Jardim Botânico Plantarum. Harri Lorenzi é referência para todos nós. Um abraço