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Paisagismo e Jardinagem

Espaços que educam

O paisagismo e os jardins podem ser coadjuvantes neste processo educativo.

Passamos por uma fase onde os problemas ambientais nos trouxeram a preocupação sobre o que oferecer às futuras gerações. Hoje, a preocupação diz respeito à própria sobrevivência do homem na Terra, principalmente no que se refere à escassez da água e quanto ao aquecimento global.

As novas preocupações estão relacionadas não só com normas que induzam a novos paradigmas como, por exemplo, o uso de energia limpa e o uso racional dos recursos naturais, mas principalmente sobre o que vamos fazer para mudar os padrões de produção e consumo.

Este pode ser o ponto frágil para a construção de nova civilização, ou seja, deixar para traz a era carbonária e iniciarmos a era pós-carbonária.

Preservar, conservar, projetar e construir paisagens deve incluir uma indagação permanente sobre os critérios valorativos que possam nortear e reavaliar nossas percepções em relação à natureza, para fazer face à crise ambiental na qual nos encontramos imersos.

Nos espaços livres privados e de uso coletivo, a capilarização do processo participativo, se bem trabalhado, pode trazer benefícios. Em escolas e clubes, por exemplo, é inesgotável o número de atividades que podem ser estabelecidas dentro de um projeto paisagístico, propiciando educação e sensibilização ambiental e social.

Nos espaços públicos, a atenção deve ser redobrada. “Nesse sentido, a atividade projetual em paisagismo que se pretenda consequente, não pode, de forma alguma, preterir a instância do Planejamento da Paisagem, onde espaços livres (públicos e privados) não são tratados de forma residual ou insular, mas, devem compor um sistema articulado incorporando não apenas os “pulmões” (como se queria no séc. XIX), mas, igualmente os “poros e a pele” da cidade” (LIMA, 2001).

“No Brasil, vasculhando na década de 80 alguns relatórios técnicos da Cetesb, encontro o termo ‘macropaisagem’ como explicação de um conceito que extrapola o domínio somente visual, mas supõe uma unidade maior, caracterizada pelo conjunto dos componentes naturais e sociais, articulados num determinado contexto espacial e temporal”. (KAHTOUNI, 2007).

A população sempre manifestou a vontade de ter áreas de convivência, recreação e lazer. Nos projetos paisagísticos para estas áreas, cria-se a oportunidade de se desenvolverem atividades e programas de educação ambiental, assim como o fortalecimento de valores. O planejamento de uso das áreas verdes é fundamental para que o uso do solo tenha distinções morfológicas, reduzindo a pressão em cima das
APPs, em processo contínuo de conscientização coletiva.

Áreas verdes e diferentes áreas com paisagismo nas cidades podem criar o palco e permitir a vivência que ajudam na percepção da necessidade de se proteger e conservar a natureza. O paisagismo e os jardins podem ser coadjuvantes neste processo educativo e muitas vezes indutores das nossas ações.

Preservar, conservar, projetar e construir paisagens deve incluir uma indagação permanente sobre os critérios valorativos que possam nortear e reavaliar nossas percepções em relação à natureza

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